terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Oculto no poema

A tua existência é duradoura
Mas morres como qualquer corpo
Ou perduras para além da morte?
És tão ou mais frágil que o teu depósito
E vives das suas sensações.
Eu, neste momento estou a usar-te
Ou será que és tu que me usas?
Somos duas no seu conjunto
E em separado não somos nada.
Ou será que somos?
O meu corpo vive para ti,
Tu vives para o meu corpo?

1 comentário:

TM disse...

Muitas questões e nenhuma resposta. Porque os dois se complementam e precisam um do outro para viver.
Quando um morre, acho que morre tudo.

Grande poema!


Beijinhos*